Um dos meus primeiros contatos com o autoconhecimento depois da terapia foi a Deeksha. Foi no final de 2014. Eu escrevi um texto naquela época contanto essas experiências que vale compartilhar aqui.

Uma colega que virou amiga um dia num bar falou assim pra mim:

– Gabi, você vai fazer o que amanhã?

– Tenho centro, por que?

– Quero te levar num lugar que eu fui que vc vai adorar. Amanhã às 20h. Te encontro no metrô. Combinado?

– Combinado.

E foi assim. Eu nem sabia onde estava indo, mas senti curiosidade e fui.

O lugar era uma casa, mas o salão era como se fosse um templo budista. Meia luz, as pessoas sentadas no chão, o lider tocando um violão.Tiramos o calçados, entramos e sentamos. Aí o Paulo, o lider daquele trabalho se apresentou e começou a explicar o que era aDeeksha. Depois passou o bastão para cada um falar o nome, a experiência que teve com o Deeksha, se já teve ou não, e o que mais quisesse.

Eu não conhecia nada, estava super curiosa, mas tentei controlar e fui escutando o que as pessoas diziam, que era muito bom, muito gostoso, libertador e tal.

Resumidamente, a deeksha funciona com a impostação das mãos na cabeça pelos deekshagivers, e há uma doação energética. É parecido com reiki, com passe. Só que diferente. Não é uma religião, não é uma filosofia, não é uma crença, mas ao mesmo tempo é uma mistura de tudo isso porque é energia pura como foco na expansão da nossa consciência. Tem aspectos da Kabballah, relação com Constelação Familiar, xamanismo, espiritualidade e budismo. Não dá para explicar, só vivenciando para saber.

Descobri que os rituais são parecidos mas cada facilitador conduz com seu jeitinho. Eles são formados na India, na OnenessUniversity (ainda vou conhecer!)e quem desenvolveu essa técnica é um casal de avatares chamados  Sri Amma e Sri Baghavan. Meu primeiro contato foi assim:

A gente fica na roda, aí o líder vai nos orientando a trazer o pensamento, daí fazemos um preparo de energia, as pessoas dão as mãos, mentalizam a energia feminina, depois a energia masculina. Depois formamos atrás de nós uma asa. Do lado esquerdo uma asa verde esmeralda, e a gente coloca nosso pai com a mão no nosso ombro, atrás dele o avô, depois bisavô e assim forma a árvore genealógica. Do lado direito fazemos a mesma coisa com a nossa mãe e descendentes, e na cor laranja. É um momento bem importante porque mentalizamos e tentamos desatar nós de gerações, coisas que estão arraigadas no sistema e que não necessariamente tem a vever com a gente. Isso que lembra a parte da Constelação.

Depois soltamos as mãos, a música de fundo bem linda e começam os doadores a passar por você. Eles param na nossa frente, colocam a mão nas nossas cabeças e rola a troca energética. É algo sinistro. É bem forte. Primeiro porque eles estão doando energia, que é vida, e segundo porque nosso pensamento está engajado em alguma coisa e parece ficar cada vez mais forte. Várias pessoas passam pela nossa cabeça, e cada um que passa a sensação é uma. E ao mesmo tempo uma moça com uma linda voz vai cantando músicas lindas de origem oriental e indianas. Depois desse momento, eles trazem de volta nosso pensamento para uma unidade, cantam umas músicas juntos, relacionadas à água, terra, fogo e ar. Depois abrimos os olhos e compartilhamos as experiências.

Uns choram, outros sentem enjôo, outros felicidade extrema, mas o que impera em quase todos, é um sentimento de gratidão. Pela vida, pelas pessoas que ali estão, pelas oportunidades, por tudo. É um sentimento muito bom.

Eu foquei bastante nos meus pais, na minha relação com eles e tal, e parecia que era algo impressionante. No dia seguinte 6h30 da manhã eu combinei de encontrar minha mãe para irmos ao CEAGESP ver flores. Cara, como minha forma de olhar para ela tinha um aspecto mais leve. A sensação que eu sentia, um certo ranso, por algumas questões mal trabalhadas em mim, estavam bem mais leves. Eu estava animada, quis compartilhar com ela as coisas, estava feliz. E a tarde quando cheguei em casa parecia milagre, mas meu pai sempre foi uma pessoa muito resistente a terapia. Eu sempre achei que a melhor coisa que ele e todos nós podemos fazer por nós é uma terapia, mas já havia desencanado, porque cada um tem seu tempo e tudo mais. Quando do nada meu pai fala naquela sexta feira: “eu marquei com a Sônia. Vou lá hoje no final do dia. Você sabe como fufunciona para pedir o reembolso na Omint? Até quanto eles reembolsam terapia?

Whaaaaattttt?????

Eu amei muito. Foi um dia bem especial. Eu estava bem feliz, parecia que tinha desentupido alguma coisa em mim que me deixou mais leve sabe??

Daí ao longo da semana fui percebendo algumas pequenas coisas. Eu estava mais tranquila com relação a algumas coisas do meu trabalho, consegui reconhecer e ter um sentimento de gratidão pelo meu chefe, coisa que eu não tinha muito.Pude tirar muitas críticas e olhar para o aprendizado que eu pude ter com ele. Sua visão de negócio, de trazer as coisas para si, de incorporar o que ele acredita e fazer acontecer. Enfim, consegui essa parte boa  me tornei mais grata pelas oportunidades que ele me deu de experienciar o que eu experiencei nesse trabalho.E não foi nada forçado. Os sentimentos forma vindo naturalmente.

Eu gostei tanto que eu tive que dividir essa experiência com algumas amégas. Elas nem sabiam direito o que era, mas todas me encontraram no metrô, confiaram no que eu falei, que era apenas algo bom que eu queria que elas vivenciassem, e assim foi. (é engraçado ouvir a versão delas depois rs)

Nessa segunda vez foi mais diferente. Primeiro que eu estava gripada, e estava com uma tosse terrível. Fiquei um pouco impaciente enquanto as pessoas se apresentavam no começo. Não sei porque. Foi mais do que o comum. Acho que porque tinha muita gente, e eu queria que comecasse logo. Minha tosse foi quase durante a apresentação toda. Depois me deram uma balinha de hortelã, e durante o passe, eu tive zero tosse. Curioso né?

Só que durante o trabalho, eu senti muita dor nas costas, no corpo. Não consegui me desconectar muito. Tinha horas que eu queria abrir o olho para ver quem estava me dando o passe, meu pensamento dispersava, eu não consegui focar muito. As horas que eu mais conseguia sair era quando eu entrava em sintonia com a moça que cantava lindamente. Mas logo eu percebia o desconforto no corpo e voltava.

Aí mais pro final eu acho que fui conseguindo mais. Na hora das músicas, quando chegou na do fogo foram as que eu mais senti uma energia quente. Tanto é que quando acabou, que as pessoas começaram a falar da experiência, como eu estava no começo da roda, precisei de um tempo para voltar. Na hora não soube dizer nada. Só falava: “Nao sei, Nao sei”.

Depois que todos falaram eu já estava mais aterrada e consegui falar. Eu senti dores, quando alguns doadores vinham eu tinha vontade de segurar a mão deles na minha cabeça e pedir para ficarem mais, de tão quentinho e acalentador que estava. Não consegui me desligar muito, mas senti coisas muito boas, uma felicidade muito gostosa.

E ao longo dos dias fui percebendo, parece que eu acho que começou a mexer um pouco nas minhas estruturas, por isso que eu achei que não foi tão imediato de primeira. Porque isso leva um certo tempo. Tive a oportunidade de vivenciar algumas coisas nos dias seguintes que me trouxeram essa percepção. Estou bastante leve, muito feliz pela vida, pelas coisas que me têm acontecido, outras eu ainda eu não consegui resolver ainda, mas tudo a seu tempo.

Numa terceira vez que fui com as meninas foi ooooutravibe.  Senti tanto amor entrando, tanto coisa boa. Não foquei em nada, deixei simplesmente o meu corpo sentir. Que era algo que eu quero trabalhar mais em mim. Sentir as emoções. Não apenas as sensações, mas as emoções. E acho que aconteceu um pouco. Eu amei quando eu abri o olho e vi a Ge e Ju sentadas do meu lado, a Lu na minha frente. Foi uma troca muito linda de amor entre nós. Na hora das músicas eu queria muito ficar dançando… tinha horas que eu queria levantar, dançar, chamar todo mundo pra dançar comigo, gritar….. hahahah foi bem emocional, bem diferente e gostoso. Eu liberei meeeeeesmo.

No dia seguinte até recebi uma declaração de amor da Angela por e mail, dizendo que ela me ama muito, que se sente muito amada por mim, que aprende muito comigo. Uma troca muito linda de admiração. Eu realmente saí de lá preenchida. Foi bem bom e só aumentou as coisas boas.

Essas foram as primeiras experiências que tive, depois conheci outros lugares, outros facilitadores, e cada experiência é uma, não tem como ser igual.

Em todos os rituais nós cantamos o moola mantra, que é como se fosse a prece de abertura do trabalho.

Sempre tem mantra e música envolvidos. Sempre. Isso ajuda a expandir a conexão. E também todos você paga um valor para cobrir os custos básico, algo em torno de R$20,00.

Conheci a Agni que tem uma linha mais xamânica que gosto bastante. Ela sempre toca violão, leva uns instrumentos da natureza….

Atualmente participo das sessões com a Rajany, uma querida que tem uma entrega linda e com a Ariana, uma outra tchuca que também é facilitadora.

O trabalho é sempre muito rico porque é em grupo, porque tem sempre muito amor envolvido dos facilitadores, dos deekshagivers e realmente faz a diferença. Recomendo MUUUUITO um dia vocês conhecerem. Tenho muito mais pra falar sobre deeksha, mas fica para um outro post. Abaixo os contatos pelo facebook dos facilitadores que eu frequentei/ frequento. Tem sempre toda semana. O primeiro link abaixo é da deeksha oficial geral no Brasil e tem o endereço de vários lugares no país:

http://www.deeksha.com.br/onde-receber-deeksha

Paulo: https://www.facebook.com/paulosergiooliveirah?fref=ts

Rajany: https://www.facebook.com/rajany.freixo?fref=ts

Ariana: https://www.facebook.com/ariana.chediak?fref=ts

Agni: https://www.facebook.com/agnirita?fref=ts

RECOMENDO DEMAISSSS!!!!!!!!!!!!!!!

Oneness

https://onenessuniversity.org/