Coisas que você só aprende estando dos dois lados…..

Nessa longa lapidação de autoconhecimento, estou me deparando com uma situação que obviamente se eu não tivesse passando por ela eu COM CERTEZA não acessaria o que estou acessando agora. Vejamos:

Essa dor já mencionada, essa sensação preguiça universal, todas essas coisas que quase todo mundo que se propõe a se autoconhecer sabe bem, primeiro tem horas que você fica meio puto, não quer mais sentir nada disso, chega cansei de brincar de evoluir, depois vem a paciência com ansiedade. Sim elas vêm juntas. Você entende que está passando por uma fase que vai passar, mas tem a ansiedade de passar logo junto. Depois vem a rendição, que você realmente ou espera ou espera, mas espera com mais amor, mais compaixão por você mesmo, mais carinho. E ai as coisas começam a fazer o real sentido e a a mudar de verdade. É aqui que a gente quebra os tais padrões antigos para deixar entrar o novo.

Eu nunca não tive dinheiro. Também nunca guardei. Sempre vivi com o que tinha. Quando fui demitida do meu trabalho no ano passado (2015), passei uns bons meses vivendo da melhor parte de ser empregada CLT: o fundo de garantia, rescisão e seguro desemprego. Foi ótimo. Eu me permiti parar, não ter que ter algum compromisso, algum emprego, nada. No começo do ano desenvolvi com o incentivo financeiro da minha parceira e amiga Andrea Bisker, o projeto Criando Nossa Realidade, que abriram as portas para essa minha transição. Fazer o que gosto unindo minhas habilidades com projetos que eu acredito que sejam bons pra mim e pro mundo. Enfim, ele aconteceu.

Só que como marinheira primeira viagem, é claro que não ia sair tudo absolutamente perfeito em um projeto que eu praticamente inventei. E eu me sabotei também na etapa final, que foi a última: VENDER.

E o meu maior medo, pasmem (percebido depois, obviamente)era: de fazer sucesso. E não de fracassar. Freud e outros psicólogos explicam, rs. Porque ele estava prontinho pro gol naquele momento. Era só chutar. Mas eu não fiz isso AINDA, mas agora sei o porquê.

Foram alguns padrões que eu me coloquei lá atrás que não podia fazer o que gostava e ganhar dinheiro com isso, de que eu não era boa o suficiente para lucrar com o que eu tinha produzido… (Saber é uma coisa. Sentir é outra.) Enfim. Precisei dessa fossa para sentir e ir buscar a minha luz interna. Minha abundância e nada que pudesse vir de fora para preencher. Precisei vivenciar essa dor, sair da posição de vítima de as coisas não terem sido do jeito que eu queria, para ela se clarear dentro de mim. Agora faz muito mais sentido. E eu tive que aprender dessa forma. De novo: não existe receita de bolo. Cada um aprende de um jeito. O meu está sendo assim. Se tivesse chegado direto lá, não enxergaria e sentiria um monte de coisas que estão mais claras agora. E vender agora será com muito mais verdade, confiança e clareza pra mim e que chegará no outro de uma forma muito mais rica.

Um outro padrão que eu estou quebrando é também sobre dinheiro. Me peguei pensando o seguinte: quando dinheiro não era uma questão que estava pegando muito pra mim, quando eu estava ok com isso porque tinha, se alguém me convidava para jantar, almoçar, para fazer um curso ou um workshop gratuito, eu agradecia e me sentia VIP. Olha que bacana, el@ quis me convidar pra fazer isso. Gostei. Peito preenchido e me sentia especial. Atualmente estou passando por uma transição financeira, estou realmente sem dinheiro e sem uma garantia de que vai entrar algo nem quando. Então viver assim já é um MEGA desafio de não pirar e aprender a entregar de verdade. Não estou parada, mas nem sempre as coisas vem no nosso tempo, que é para justamente termos tempo de ter esses aprendizados.

Acontece que como obviamente estou em um processo de transformação, de cura e estou aberta a isso, os aprendizados vêm chegando. Eu tenho recebido ultimamente vários convites para almoços, jantares, cafezinho, entrada em cursos e workshops dos meus amigos que sabem deste meu momento, mas o sentimento não é igual o mencionado lá em cima. Não é o sentimento de ser VIP. É um sentimento primeiro de: “ai não precisa”; “magina, vamos dividir pelo menos”; “mas você vai me dar o curso todo? tem certeza?”… sentimentos do tipo: eu não mereço. Fico sem graça de não pagar. El@ está fazendo isso só porque sabe que eu estou sem grana.

Sim, está. E daí? Eu não posso receber? Aprender a receber (como diz a cabala) é o nosso principal ensinamento na vida. A GENTE NÃO SABE RECEBER!!!!!!! Olha que maluco isso. Olha o sentimento de vítima meu deus!!!!

Sim as pessoas querem me dar as coisas, e porque eu não posso ter o mesmo sentimento de quando eu recebo essas coisas quando eu posso ter o dinheiro para adquiri-las? Porque a gente é tão bobo e não pode aceitar que nós merecemos, que nós podemos nos sentir acolhidos, queridos, seja lá o que for. Com ou sem dinheiro. Pedir então….. Mas não; a gente não quer incomodar, acha que está abusando, diz que não precisa.

Uma coisa é educação e bom senso. Mas imagino que vocês estão entendendo a linha condutora que estou trazendo aqui. E obviamente eu não passaria por esse aprendizado se eu não tivesse vivendo na prática essa experiência.

Não sei vocês, mas quando eu posso, eu sempre pago coisas para os outros, convido, dou. E porque os outros não podem me dar? Olha como temos muuuuuitos padrões para quebrar.

E o que eu mais tenho aprendido ultimamente, é que eu posso SIM aceitar receber as coisas e me sentir merecedora. Ainda não é 100% genuíno, mas estou aprendendo a deixar esse sentimento novo entrar dentro de mim e já recebo com mais consciência. Não preciso me fazer de vítima nem de arrogante. Eu mereço receber. Eu posso receber. Eu me alinho com esse aprendizado, com isso eu me abro para ME ACEITAR mais. Eu me aceito verdadeiramente cada dia que passa. E naturalmente eu aceito mais o outro. Eu me sinto merecedora em dar e receber. Eu aprendo a me amar mais a cada dia. Eu aprendo a amar o outro. E a luz escondidinha que existe dentro de mim vai se abrindo, vai se abrindo……

Assista a palestra – Criando Nossa Realidade