Terapias existem uma infinidade de ramificações. Antes só Freud explicava, agora muitas outras linhas explicam muitas questões de várias formas diferentes. Ao gosto do freguês. E eu acho isso muito bom. Minha experiência com terapia começou em 2010 quando eu voltei para o Brasil da minha vivência no Reino Unido. Voltei pra cá, achando que ia voltar e ia chover emprego na minha horta, que ia chegar chegando mas não foi bem assim. Fiquei uns 6 meses “de boa”, voltei para casa dos meus pais, recebia uns trocadinhos deles para eu viver a semana… enfim, aquela depressãozinha de quem já morou fora sabe o que estou falando.

Meu pai estava fazendo um curso de Análise Transacional, e me apresentou. Eram com duas amigas e terapeutas no comando. Duas pessoas muito queridas. Eu me interessei e fui. Gostei bastante, pois era a primeira vez que eu estava estudando psicologia, a parte terapêutica. Sempre gostei mas nunca foi prioridade. Basicamente a linha da AT segue a ideia de nos analisarmos com base nas transações entre os indivíduos e classifica nosso ego em 3 estados e explora muito bem isso em todos os nossos comportamentos: Pai, Adulto e Criança. Todos nós temos os três, mas conforme vamos olhando para esses pontos na essência, conseguimos nos acessar. É in-crí-velll!!!  como faz sentido. Mais informações AQUI.

Assim que acabou o curso, eu comecei a fazer terapia com uma das orientadoras, em 2011. Eu achei o máximo. Era a primeira vez que eu me disponibilizava pra mim. Que eu ia tratar assuntos que eu nem sabia como começar, como falar, como saber o que era de verdade, e com o embasamento teorico que eu tinha aprendido. Isso fez MUITA diferença…

Uma coisa boa era que a terapeuta me conhece desde pequena e conhece minha família.

Pra ser sincera, ali foram os primeiros momentos de um início de despertar. Foi ali que eu pude saber que eu posso acessar algumas coisas, que foi preciso eu ter feito aquilo lá atrás para me servir de estrutura hoje. Eu fico pensando, se eu fosse fazer esse curso de AT hoje, eu teria obviamente um outro aproveitamento. Olharia certamente para outros pontos. Fato.

E a terapia me ajudou a entrar em alguns lugares que eu nem sabia que eu podia ir. Que eram meus. Que não eram meus. Que era cosia da minha cabeça. Que eram crenças limitantes. Que muita coisa veio lá da minha infância. Comecei a despertar para olhar para minha história. Muita coisa eu não entendia ou não fazia sentido, mas hoje eu sei que foi importante dar aquele primeiro passo.

Aí passou um tempo eu fiquei sem ir, dei uma espaçada, encerrei esse ciclo lá com essa terapeuta e em um outro momento, coisa de um ano mais ou menos, eu retomei com um outro terapeuta, mas de uma outra forma. Claro que eu havia já mudado algumas coisas em mim e estava em outra realidade. Acho que era começo do ano de 2013. A questão maior era profissional. Já estava trabalhando mas a insatisfação era em outra ordem. Não sabia o que era; meu irmão comentou comigo que um amigo dele, que também é amigo da família de longa data estava trabalhando com COACHING profissional, além de ser terapeuta cognitivo.

Fui lá trocar uma ideia com ele, fiquei super empolgada com o programa de coaching; afinal eram 15 sessões específicas, com atividades, foco dirigido, enfim. Começamos. Na segunda ou terceira sessão eu já vi que minhas questões estavam muito mais relacionadas ao meu ser, ao meu eu, do que as questões profissionais. O profissional era um reflexo apenas. Mas eu terminei o coach, achei muito bom ele dar atividades, ter que levar lição de casa, apresentação pro terapeuta, pedir para os colegas de trabalho responderem um questionário… enfim, me abriu bem o leque. Super recomendo fazer coach profissional, super!!!!

E na sequência, ou melhor, até mesmo durante as sessões finais de coach já começamos a fazer terapia. A linha dele é mais cognitiva, afirmando que não é uma situação que determina as emoções e comportamentos de um indivíduo, mas sim suas cognições ou interpretações a respeito dessa situação. E trabalha em cima de toda essa reprogramação comportamental. Achei do grande kct, fora a sensibilidade do terapeuta!! Mais infos AQUI  e AQUI.

Tivemos uma ótima conexão. Porque eu acho que terapeuta não existe um modelo que serve pra todo mundo. Tem que rolar uma química, tem que funcionar dos dois lados, e pra mim foi ótimo. Ele foi o cara. Trabalhamos uma série de questões de ordens bem distintas e a forma como eu percebia tudo aquilo. Família, a origem de tudo, espiritualidade, relacionamentos, medos. Foi ótimo. E eu me dei uns períodos de espaçamento também. Ficamos uns dois anos, mas sempre no final do ano eu parava e voltava lá pra fevereiro/ março. E achava bom, porque eu podia me avaliar sem ter que sentar na cadeira do terapeuta pra desabafar e ouvir o que ele tinha pra me dizer, ou para me conduzir a enxergar. Acho extremamente válido dar umas fériazinhas do terapeuta para seu cérebro, senão ele fica condicionado a só querer resolver quando está sentado no divã. Foi bom eu ter essa experiência de olhar e observar como eu agi e percebi as coisas nesse período, até discutir sobre isso na volta.

No presente momento eu me dei uma folga maior dele, uma folga consciente. Mas sempre mantemos contato, ele sabe o que estou vivendo, tivemos uma sessão especial depois de um tempo sem ir, e não voltei mais. Estou tendo outras terapias. E está tudo bem. Sabemos que estou no meu processo e está sendo lindo. Quando me der vontade novamente, me permito acessar essa técnica tranquilamente 😉

Aprendizados dessa terapia: percebi muito nesses últimos períodos que conforme eu ia trazendo pra ele as minhas questões, eu mesma ia chegando nas respostas. Era muito claro.

Tinham vezes, claro, que eu saia de lá discordando plenamente do que ele tinha dito, mas depois podia ver que fazia sentido. Outras saia melancólica. Outras eufórica. E isso fazia parte de todo meu processo, Mas eu entrei de peito aberto, sem amarras. Disposta a realmente entrar dentro de mim. Sem frescursa. Sem pudor. É, realmente, fazer terapia é um ato de coragem. E eu confesso que eu hoje me sinto bem corajosa de ter tido a coragem de querer me acessar e usar a ferramenta da psicologia para isso.

Sobre o curso de Análise Transacional que eu fiz: aqui tem o contato delas. Fiz terapia com a Aglaê, mas recomendo as duas. Ela e a Sonia são a dupla perfeita!

Meu terapeuta cognitivo comportamental: Rene Cabral.11 98335 5727. Ele escreveu também para esse site, VEJA.

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